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A rede é feita de links, mas nós os quebramos

Um card em preto e branco com a foto de Gabriel Fuscaldo e a frase A rede é feita de links, mas nós os quebramosOs links são um dos pilares fundamentais da internet. Quando se constrói um site, uma das primeiras atividades é definir como será a estrutura dos links. Por exemplo, quais categorias e subcategorias serão criadas. Essa distribuição é importante para apresentar os links aos seus visitantes, como no decorrer de artigos. Um bom planejamento permitirá ao usuário navegar clicando em links de maneira fluída.

Os links são essenciais para a organização, e nisso o Google aposta há anos. O bom rankeamento no mecanismo de busca depende de uma boa construção de links. Se há muitos links apontando para você, significa que você é o caminho. Todos querem vir na sua festa. No caso, o seu site, rede social, loja eletrônica…

Os links também possuem sua própria estética. É deselegante apresentar links aparentes, quase como um corpo nú. As boas práticas dizem para disfarçá-los no melhor texto. Links que parecem códigos criptografados são naturalmente indecifráveis enquanto aqueles em texto já nos apontam o caminho antes mesmo do começo da viagem. Se as pessoas lessem mais os links, teríamos menos fake news…

Os links facilitam a vida de qualquer um que trabalhe de forma avançada na internet. Se você organizar bem os links dos principais endereços que acessa no dia a dia, terá um dia cheio de atalhos. Menos cliques e, de novo, uma navegação mais fluída.

Links deveriam ser perenes, por isso seu planejamento é essencial. Isso gera confiança. Pois se você ficar mudando seus links e eles quebrarem… Ops, página de erro! Claro, nada é para sempre, e as redes sociais nos ensinaram que há links efêmeros também.

Como tudo na vida, há links que devem ser mais linkados que outros.

Com a pandemia, os mais antigos perceberam que os links estão para o mundo virtual assim como os endereços físicos e o CEP estão para o mundo físico. É muito fácil se perder na internet. E todos querem saber o caminho certo.

Ultimamente, andamos quebrando alguns links. Pior, indicamos os links errados para pessoas próximas. Às vezes para completos desconhecidos também.

No mundo virtual e também no real.

Gustavo Franco, no seu último livro “Lições Amargas”, comenta que a pandemia apenas acentuou nossas visões pré-concebidas de mundo. Trata-se do viés de confirmação, muito forte entre nós, brasileiros. Não soubemos aproveitar o momento turbulento e único para construir links com pessoas de visões diferentes de nós.

Isso tem suscitado mais potencialidades de quebra de links.

Quão fortes ou débeis estão os links entre casais, familiares e amigos?

No pós pandemia, como ficará o link entre os profissionais que precisam ir a campo, e aqueles que mantêm apenas presença remota?

No futuro, como ficará o link entre as pessoas de baixa renda, as mais ameaçadas pela automação de postos de trabalho, e aquelas que enriquecem cada vez mais com todo dinheiro que afluiu a empresas de tecnologia?

Quase dois anos de pandemia e muita coisa mudou. Muito aconteceu pelos links que estabelecemos nas redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp e agora TikTok… Como construir links mais fortes? Com chamadas em vídeo? Em plataformas inundadas de informações falsas? A resposta, parece claro, não estará nestas ou outras redes sociais digitais…

Yuval Harari abre o livro 21 Lições para o Século 21 com um clássico instantâneo: “Num mundo inundado de informações irrelevantes, clareza é poder”. Na Moove, dizemos que se os relacionamentos são construídos com clareza, eles criam os melhores resultados. O que também é uma forma de poder.

Assim como os links são essenciais para a infraestrutura da Internet, e para a fluidez de navegação de nós, como seres humanos, por estas águas virtuais, é hora de voltarmos a fortalecer os nossos links mais humanos. É preciso criar novas conexões.